Itabirito - MG

A cidade de Itabirito está distante cerca de 60 Kms de Belo Horizonte, e o acesso é pelas Rodovias Br 040 e BR 356.

Mapa de Localização.

A cidade situa-se no complexo do quadrilátero ferrífero e sua economia gira em torno da mineração, siderurgia e comércio.
Interessante saber que o nome Itabirito é derivado do Tupi, que quer dizer "pedra que risca vermelho" devido à abundância do minério de ferro na região.

Nesta ocasião, estive em Itabirito para a realização de um trabalho nas proximidades.
Rodei pela cidade  em busca de hotéis, mas, estavam todos lotados, e acabei me hospedando na cidade vizinha de Cachoeira do Campo, distante cerca de 22 kms.
Em Itabirito conferi somente 4 hotéis. Dois hotéis são muito bons (Circuito do Ouro e Pousada de Minas) e com preço mais elevado, cerca de R$ 100 por pessoa, um outro é uma boa opção economica (Dallas Hotel) por R$ 50,00 pp e o último e único sem garagem e internet por R$ 40,00 pp ( Primus).

 Em um outro passeio mais antigo - esse de moto - eu e meus irmãos do motogrupo Highlanders, visitamos a cidade de Itabirito.
Turma fantástica dos Highlanders -BH.

Ainda na BR de acesso possui um famoso ponto de parada para quem desejar experimentar um delicioso Pastel de Angú, com vários recheios... o lugar bucólico e diferente se chama Jeca Tatu.

O tal lugar.
O lugar é super agradável, para lanchar e viajar nas " esquisitices " do proprietário - que inclusive não usa qualquer apetrecho tecnológico para ajudar nos calculos, e faz todas as contas dos clientes à mão, fazendo uso de um bloco já todo rabiscado de números e uma caneta.
Dezenas de discos de vinil espalhados pelos ambientes. Em outra parte tem várias capas de discos, uma boa distração curiosa.
Da esquerda para direita: Sandro, Alisson, Vinícius e Rodrigo Nogueira.

Depois seguimos para visitar talvez o maior ponto turístico da cidade, o alto do Cristo.
Com altitude de 1179 m, temos uma vista panorâmica do alto do Cristo, podendo ser observada a Serra da Piedade, o Pico do Itacolomi e a Serra da Caraça( do outro lado fica a cidade de Santa Bárbara). Na cidade esse lugar é também chamado de Morro do Cruzeiro, pois, de acordo com moradores o local abrigava uma antiga cruz, antes do atual Cristo Redentor.
Cristo Redentor em Itabirito-MG
Ao fundo a cidade de Itabirito.
As magrelas ( nem tanto né)...

Atualmente o alto do cristo sedia concursos de pipas, campeonatos de Mountain Bike e Down hill, além de aberto para visitação.
Ventos fortes, e vista para o complexo de serras.
Vista Panorâmica.

Na volta - um caminho diferente.
Na volta - um caminho diferente.



Governador Valadares - Pico da Ibituruna

1º Destino:
Distancia da capital: 322 Kms
Acesso: BR 381.

Despesa Hospedagem: Hotel Everest :R$ 50,00 (individual)
R Peçanha 546
Centro   
Fone (33) 3271 1700
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Despesa Hospedagem : Hotel Príncipe: R$ 65,00 ( individual)
Rua São Paulo, 683 - Centro
Fone (33) 3276 8252
http://www.hotelprincipedeminas.com.br/index.htm

De BH à Governador Valadares, a principal via de acesso é pela BR 381, que sempre exige cautela devido ao grande transito de veículos grandes e pesados. O trecho que segue até João Monlevade famoso pelas dezenas de curvas, conta com a implantação de dezenas de radares fixos, com objetivo efetivo de reduzir os crescentes números de acidentes.
A cidade de Valadares é uma grande cidade do interior de MG, que conta com todos os tipos de serviços necessários.

O clima da cidade é tropical, nota-se um calor constante.
A cidade foi expandida às margens do Rio Doce, e tem-se a melhor visão do rio "cortando a cidade, do alto do Pico da Ibituruna. Observa-se topografia com relevo predominantemente ondulado.

Interessante lembrar que, Governador Valadares, é a famosa cidade da emigração, ou seja, pessoas que emigram da cidade para o exterior em busca de melhores condições de vida... o destino preferido é os Estados Unidos.

Como estava à trabalho, somente no domingo, pude visitar o famoso PICO DA IBITURUNA, com seus 1123 m, lembrando que a cidade tem altitude média de 455 metros.
Acesso fácil por asfalto e estrada de pedras, 11 kms do centro.
Placas indicativas já no centro da cidade.

O Pico da Ibituruna ( em tupi-guarani significa Pedra Negra /montanha negra) confere ao munícipio o título de Maior Plataforma de Vôo Livre do mundo, consagrando-se como um dos maiores cenários nacionais e internacionas para a prática do vôo livre e também outros esportes de aventura.
A Pico já impressiona visto de vários pontos da cidade.
Deve ser irado chegar de moto tbm.

Quase chegando. Possui algumas pousadas pelo caminho.
O Rio Doce Cortando a cidade.
Plataformas para vôo.
Plataformas para vôo atravessando a cidade.
Daqui de cima é sensacional -os ventos são realmente fortes e constantes. Você observa e não consegue pensar que o vôo pode cessar e nem onde pousar.

No Pico, possui o Bar e Restaurante Ibituruna, com lanches e refeições.

É isso aí, bons ventos a todos!






Arcos - MG - 7º Encontro Nacional de Motociclistas.

Destino: Arcos-MG.

Croqui de localização.

Distancia de BH: 210 km

Saímos com destino ao 7º encontro Nacional de motociclistas em Arcos-MG.
A cidade de Arcos é pequena, mas, em crescimento vertiginoso, principalmente pelas abundantes reservas de calcário na região. Grande empresas explorados do minério como Lafarge, Simecal, CSN, se instalaram na cidade, e são responsáveis pela grande mão de obra gerada na cidade e nas cidades mais próximas.

Escrever é relembrar, e em meio a tantas viagens, o pior hotel que já me hospedei foi o Hotel "Novo Hotel" em Arcos. Simplesmente um lixo! Para terem noção, tinha baratas subindo e caindo pelas paredes, dormi com baygon na mão. O café da manhã, nem comento. Como a viagem foi decidida de última hora, para nossa sorte, só sobrou aquele maldito hotel!
Mas, o evento valeu a pena!

Acelerando!
Os répteis no asfalto!
Chegando de leve...
A festa rolando.
As mulheres são intrusas!
Isso mais tarde ferveu !


Vídeo com cobertura do evento, clique e veja!


Viagem à João Pinheiro/Três Marias - MG

Breve viagem realizada em julho de 2011.

1º destino: João Pinheiro.


Distancia da Capital: 400 kms
Características da estrada: Longas retas, e asfalto bom. Paisagem: Cerrado.

Pilotar sozinho por estradas como esta, não deixa de exigir atenção, pois, o sol quente típico da região somadas ás cansáveis retas torna a viagem massante e cansativa, além de causar sono no piloto e /ou motorista - Dica: Mascar chicletes espanta o sono, ou com café forte com coca mesmo. É não se torna difícil entender porque os indíces de acidentes em estradas assim não é baixo.

Despesa Hospedagem: R$ 100,00 casal - Hotel simples e bom.
Despesa Alimentação: R$ 25,00 casal (almoço)
Hotel Lícia, Av. José Rabelo de Souza, 26
(38) 3561 - 1282
Paisagem da BR 040, sentido João Pinheiro.
Encontro com familiares (Abraço mãe, pai e irmã!) que seguiam de carro, na BR 040. 

2º Destino: Três Marias

 

Distancia da capital: 265 Kms
Hospedagem: Sem indicação.
Alimentação: Pescados de água doce em restaurantes na orla da represa ou restaurantes de comida mineira na cidade. Lanches e porções podem ser feitos em inúmeras barracas permanentes de frente à lagoa da represa.
Vista frontal de parte da represa.



Show de bola as serras ao fundo.

A cidade conhecida como "Doce Mar de Minas" margeada pelo Rio São Francisco e banhada pelas águas da imensa represa da usina hidrelétrica que leva seu nome.
A cidade tem grande potencial pesqueiro (conta com áreas de camping), inúmeros atrativos turísticos naturais como cachoeiras e opções de lazer na represa como passeios de Jet-Ski, caiaques, bananas.
Área para estacionamento, e área permitida para camping nos fundos.






Diamantina - Parque E. do Biribiri-MG.

Diamantina : Um Roteiro através do tempo !

Croqui de localização.

Distancia da capital mineira: 300 kms
Hospedagem experimentadas e indicadas:
Pousada Sempre Viva (R$ 120 casal)
Hotel Estilo de Minas ( R$ 160 casal)


Diamantina é sem dúvida uma grande parte da história de Minas Gerais e do Brasil. Merece ser apreciada por seus detalhes e conteúdo riquíssimo conteúdo histórico.

Há quem diga que a cidade é um prato cheio para Historiadores, Sociólogos, Arquitetos, Geógrafos, Geólogos, Engenheiros, Artistas, etc. Mas, de fato é um lugar com forte fonte de inspiração!

A cidade possui tamanha história imbuída em seu nome, que certamente, se faz necessário conhecer os principais fatos que marcaram a época da origem e apogeu da cidade dos diamantes.



BR 259, entre Curvelo e Diamantina.

À frente avista-se um dos muitos dos afloramentos rochosos da região, esse trecho possui altitude e força dos ventos elevados, que fora implantado um usina de Energia Eólica.


Vista da Pousada, região central.



Ruas centrais.


O centro urbano de Diamantina, possui configuração característica das cidades do período colonial, ou seja, com padrão irregular, arruamentos transversais à encosta, marcados principalmente pelas ruas paralelas, pequenas variações de abertura ou desvio de alguns becos e ruas estreitas. A arquitetura cravada na imponência das edificações, evidencia a influência dos portugueses e escravos da época.





Em praça central, estátua de Juscelino Kubistchek - nascido nestas terras, em homenagem ao ex-Presidente do Brasil e idealizador de Brasília nos anos 50.

O artesanato também é grande fonte renda na cidade, e impossível não querer levar vários souvenirs na bagagem.


Um dos famosos e curiosos contos do passado de Diamantina, e que ainda permeiam na imaginário popular, é o da figura de Chica da Silva, que dizem ter sido uma belíssima escrava negra, que fascinou e foi amante do homem mais rico do vilarejo, o comerciante e contratador (sujeito indicado pela Corte Portuguesa pelos direitos e concessão para exploração das lavras) de diamantes João Fernandes de Oliveira. Diz-se que a escrava virou rainha. E para ela, ele construiu uma mansão de 21 cômodos, onde tiveram 13 filhos. Partes dessa história, são controversas, onde alguns afirmam que Chica era rejeita pela alta sociedade, considerada uma "devassa" e que não era bem-vinda aos templos tradicionais. Contudo, a bela escrava, vivia em uma casamento estável com um nobre branco e fora enterrada no cemitério São Francisco de Assis, destinado aos brancos ricos. O que prospecta sua aceitação perante à sociedade burguesa.

Mercado Municipal, conhecido como Mercado velho.

As linhas da Diamantina, serviu de inspiração para arquitetos modernos, como Niemeyer. O mercado "velho" ( foto acima), que serviu de antigo pouso de tropeiros, teria inspirado o desenho do pilotis do Palácio da Alvorada, residência do Presidente da República, em Brasília.

A famosa Vesperata, acontece na zona boêmia de Diamantina

Bem, a Vesperata é resumidamente um tradicional evento na cidade, uma manifestação cultural que acontece religiosamente em dois sábados por mês, entre os meses de março à outubro ( vide calendário vesperata em http://www.diamantinamg.com/products/vesperata-2012/).

A termo 'vesperata' é uma adaptação do termo vésperas, que significa anteceder algo de maior relevância.

Ainda nos idos do século XVIII, as irmandades, contribuiam de forma sistemática para o reconhecimento e manutenção do ofício dos músicos. Dessa forma, cada entidade religiosa criada, promovia uma festa dedicada ao seu Santo de devoção. Além das festas, a celebração acontecia em meio à missas cantadas, ladainhas, novenas, e para tal, encomendavam-se músicos aos mestres do ofício.

Neste cenário de intenso e poderoso ambiente musical, diversos músicos e maestros se formaram e se destacaram no Brasil e também fora do país.


A criação de um 'código de posturas municipais', que tinha objetivo um ordenamento urbano, acabou por limitar o livre funcionamento das irmandades, subordinando-as às normas e condutas. Isso levou ao atrofiamento do cotidiano das irmandades e o fim do subsídio ao ofício de músico.

Entretanto, ainda hoje, Diamantina possui um expressivo número de músicos que primam pelo gosto e excecutam de forma primorosa, o jazz, o bolero, a valsa, a bossa nova, chorinho, o samba e a serenata.


Vale observar que o termo Vesperata, é associado também com o sentido de espetáculo, de concerto, fazendo uma alusão à tradição Inglesa de se tomar chás nos fins de tarde, e à antiga tradição diamantinense de se preparar reuniões musicais vespertinas ao seio da cidade.

É belíssimo observar o caloroso e fiel público, reunido nos arredores da rua da Quitanda, centro histórico da cidade onde acontece a vesperata. Ouvir os músicos integrando orquestras e regidas por maestros que são igualmente admirados. Os músicos ocupam as sacadas dos antigos casarões, e o espetáculo é memorável.

Pequena demonstração da Vesperata.

Como já sabemos, a região de Diamantina é conhecidamente cheia de serras e montanhas, denominamos na topografia (Ciência que estuda os acidentes geográficos), que Diamantina possui um relevo predominantemente entre ondulado e montanhoso. Cabido à isso, a região tem inúmeros cursos d'água, e cachoeiras e o hoje, não tão imponente, rio Jequitinhonha.



Diamantina, conta também com opções 'in natura', onde bem próximo da cidade, encontramos belas paisagens naturais. Dentre as cachoeiras mais famosas, estão a Sentinela, das Fadas, dos Cristais, da Toca e Três Quedas. As cascatas formam belas piscinas e poços naturais de água cristalina, propícios para banhos.

Cachoeira da Sentinela.

As cachoeiras de Diamantina merecem alguns dias reservados exclusivamente para conhece-las, pois, o acesso mesmo que fácil, exige contemplação. Me indicaram também uma cachoeira imperdível, localizada no distrito de Mendanha, vizinho de Diamantina, e distante cerca de 30 km por asfalto. Faltou tempo!


Outro ponto turístico da cidade e que é digno que ser conhecido, é o Parque Estadual do Biribiri.

Toda a área do parque, denominada Fazenda Biribiri, pertence à uma industria textil, denominada Estamparia S/A, e que possui unidade em funcionamento em Diamantina, fábrica em Gouveia, e unidade administrativa em Contagem-MG.


A Estamparia S/A, surgiu no século XIX, pelo Dr. Alexandre Mascarenhas, onde fora criada a Vila Biribiri, com o objetivo de abrigar todos os trabalhadores da fábrica e dá-los toda a condição de permanecer sendo funcionários. Veja a placa informativa:

A Vila encanta pela sensação bucólica, com certo tom de arcadismo, onde as paisagens têm beleza cênica, com rios de leitos de pedras, formando cachoeiras. A área abriga várias nascentes e cursos d'água, como o Rio Biribiri que moveu as turbinas da hidréletrica geradora da força motriz da fábrica de tecidos, o Rio Pinheiros e córregos, como o famoso e já citado Sentinela e o Cristais.

Vista da vila, pela estrada.


Para suprir a visitação, o lugar conta com o restaurante do "Raimundo Sem Braço", que conta com o quê de beber e comer, rs.

Desde 1998, a Vila do Biribiri, juntamente com toda a extensão da fazenda Biribiri, integra uma área de preservação, manutenção e responsabilidade do Instituto Estadual de Florestas -IEF. Denominado Parque Estadual do Biribiri. A área do parque integra o complexo da Serra do Espinhaço, e segundo o IEF ocupa uma área de aproximados 17 hectares.


Abraço e boas viagens!








Mais informações sobre Diamantina, em: http://www.diamantina.com.br/